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Por que Shaula chama Subaru de Mestre em Re:Zero?

Shaula trata Subaru como seu Mestre assim que o encontra na Torre de Pleiades. O motivo está no modo como ela reconhece Flugel — e na pista que o anime ainda não resolveu por completo.

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Shaula próxima de Subaru durante a conversa na Torre de Vigilância de Pleiades

Resposta rápida

Shaula chama Subaru de Mestre porque o identifica como a mesma pessoa que ela conhecia como Flugel. O detalhe decisivo não é o rosto: quando Subaru questiona como ela pode ter tanta certeza, Shaula deixa claro que reconheceu nele o mesmo cheiro que associa ao seu mestre. É por isso que ela o recebe com intimidade imediata na Torre de Vigilância de Pleiades.

Aviso de spoilers: este artigo aborda acontecimentos do anime até o episódio 70 da 4ª temporada de Re:Zero.

Isso, porém, não confirma que Subaru seja Flugel. O próprio Subaru trata a situação como uma identificação errada, e a obra ainda preserva a origem dessa semelhança como parte de um mistério maior. A resposta segura é esta: Shaula acredita que Subaru é Flugel por causa do cheiro; por que esse sinal coincide ainda não foi explicado de forma definitiva.

Subaru e Emilia antes da jornada até a Torre de Vigilância de Pleiades

Shaula não reconhece Subaru pelo rosto

A primeira reação de Shaula parece absurda justamente porque não existe uma apresentação normal entre os dois. Subaru desperta dentro da torre e encontra uma garota extremamente apegada a ele, chamando-o de “Mestre” como se o reencontro estivesse atrasado havia muito tempo. O episódio 70 usa esse contraste para criar duas perguntas ao mesmo tempo: quem Shaula estava esperando e por que ela olha para Subaru como se a resposta fosse óbvia?

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A explicação desmonta a hipótese mais simples. Shaula não é boa em distinguir pessoas pela aparência. Quando a diferença física entre Subaru e a figura associada ao antigo Sábio entra na conversa, ela não vê aquilo como um problema. Para ela, o critério usado para reconhecer o mestre é outro.

O cheiro de Subaru é o que encerra a dúvida de Shaula. Ela o descreve de forma nada gentil, mas sua certeza é completa: aquele é o sinal que ela conhece. A graça da cena vem de Subaru reagir como se tivesse acabado de descobrir um problema de higiene, enquanto os outros percebem que a resposta abre um problema histórico muito maior.

Shaula sorrindo dentro da Torre de Vigilância de Pleiades

Essa escolha também evita uma solução fácil. Se Shaula reconhecesse Flugel por rosto, voz ou alguma marca física, bastaria comparar descrições. O cheiro é muito mais difícil de transformar em prova externa. Só ela afirma reconhecer o sinal, e Subaru não possui lembranças de ter convivido com ela.

O Mestre que Shaula espera é Flugel

O segundo passo é separar Shaula do título de Sábio que chegou até a época de Subaru. O grupo viaja à Torre de Vigilância procurando a lendária “Sábia Shaula”, uma das figuras ligadas à história de quatrocentos anos atrás. Quando finalmente encontra a própria Shaula, a versão conhecida pelo mundo começa a desmoronar.

Ela não se apresenta como a grande mente responsável por aquela fama. Ao falar do seu mestre, dá outro nome: Flugel. É ele quem Shaula trata como a figura superior a quem servia e por quem demonstra uma lealdade quase absoluta.

Esse detalhe reorganiza a lenda. O nome de Shaula ficou ligado à imagem do Sábio, enquanto a própria Shaula aponta Flugel como seu mestre. O anime transforma uma busca aparentemente simples — encontrar uma pessoa sábia e pedir respostas — em mais um caso de história mal preservada dentro de Re:Zero.

Subaru dentro da Torre de Vigilância depois de reencontrar o grupo

Flugel também não é um nome totalmente novo para Subaru. A Árvore de Flugel já tinha aparecido muito antes como peça decisiva na batalha contra a Baleia Branca. A conexão com a torre mostra que aquele nome não pertencia apenas a uma árvore famosa: havia uma pessoa real por trás dele, inserida no mesmo passado remoto de Reid e Volcanica.

Por isso, o choque de Subaru é importante. Shaula não está inventando um apelido carinhoso para alguém que acabou de conhecer. Ela está atribuindo a Subaru a identidade de uma figura histórica que ele próprio conhece apenas por vestígios.

O cheiro é uma pista forte, mas não prova que Subaru seja Flugel

É aqui que a teoria mais tentadora precisa ser contida. Se Shaula conheceu Flugel e diz que Subaru tem exatamente o sinal pelo qual reconheceria seu mestre, é natural perguntar se Subaru e Flugel são a mesma pessoa.

O episódio entrega material suficiente para levantar essa hipótese, mas não para fechá-la. Shaula possui certeza; Subaru, não. A história mostra a identificação dela e, ao mesmo tempo, faz questão de manter a incompatibilidade entre as memórias de Subaru e o passado que Shaula atribui a ele.

Isso combina com a forma como Re:Zero trabalha seus mistérios. Uma pista pode ser verdadeira sem a interpretação mais imediata também ser. O cheiro pode ligar Subaru a Flugel de alguma maneira sem significar, automaticamente, que o protagonista viajou quatrocentos anos ao passado, perdeu memórias ou viveu uma segunda identidade. Nenhuma dessas respostas é necessária para explicar o comportamento de Shaula no episódio 70.

Shaula fazendo uma expressão contrariada durante a conversa na torre

Há outra razão para manter a distinção: Subaru já carrega sinais sobrenaturais que outras criaturas e personagens percebem de maneiras que ele não controla. O próprio Retorno pela Morte possui regras e conexões que Subaru ainda não domina. Usar uma dessas lacunas para declarar “Subaru é Flugel” apenas trocaria uma pergunta por uma resposta que o anime ainda não confirmou.

A leitura mais sólida é menos espetacular e mais útil: Shaula está dizendo a verdade sobre como reconhece seu mestre, mas a conclusão que ela tira desse reconhecimento ainda pode estar incompleta.

A lenda de Shaula estar errada é parte do mesmo mistério

A identificação de Subaru não acontece isoladamente. Ela surge justamente quando o grupo percebe que muito do que sabia sobre a Torre de Pleiades e seus personagens históricos estava torto.

Shaula é conhecida como Sábia por quem vive no presente, mas fala de Flugel como o verdadeiro mestre. Reid aparece ligado aos testes da torre de uma maneira que também desafia a imagem limpa de “grandes heróis” passada pela história. Até o funcionamento da Grande Biblioteca depende de regras que os visitantes precisam reconstruir na prática.

Essa sequência deixa uma ideia bem clara: quatrocentos anos foram suficientes para nomes, feitos e papéis se misturarem. Nesse contexto, a fala de Shaula vale mais do que a tradição pública para explicar quem ela própria servia, mas nem ela possui todas as respostas que Subaru gostaria de obter.

É um acerto do arco não transformar Shaula em uma enciclopédia ambulante. Ela sabe coisas impossíveis para os personagens atuais, porém sua memória, sua forma de perceber pessoas e sua lealdade a Flugel criam novos pontos cegos. O resultado é mais interessante do que simplesmente chegar à torre e receber uma aula sobre o passado.

A relação entre Shaula e Subaru nasce de uma identidade que só um dos dois aceita

O efeito mais curioso dessa revelação aparece no comportamento dos dois. Para Shaula, não existe fase de aproximação. Ela já esperou pelo Mestre, já o admira e já organiza sua postura em torno dessa lealdade. Subaru recebe toda essa intimidade sem ter construído nenhuma das lembranças que justificariam o vínculo.

Isso produz uma relação desequilibrada desde o primeiro minuto. Shaula age como alguém que reencontrou uma pessoa importante; Subaru age como alguém que foi colocado no papel de outra pessoa. A comédia física e o jeito exagerado dela escondem um desconforto que fica maior quanto mais sério o passado de Flugel parece.

Também explica por que não faz sentido tratar a devoção de Shaula como uma paixão que nasceu ao conhecer Subaru na torre. O sentimento já existia antes daquele encontro. O alvo original era o Mestre que ela associa a Flugel; Subaru entra nessa posição porque passa pelo critério que Shaula usa para reconhecê-lo.

Shaula se aproxima de Subaru enquanto o grupo conversa na Torre de Pleiades

Para quem acompanha a 4ª temporada, isso torna o retorno da série ao arco ainda mais interessante. O Yoruneko já reuniu as novidades do Recapture Arc e sua retomada em agosto, mas a pergunta sobre Flugel é maior do que uma data de exibição: ela toca diretamente em quem Subaru é dentro da história antiga desse mundo.

O episódio 70 dá uma resposta completa para o comportamento de Shaula e deixa outra pergunta deliberadamente aberta. Ela chama Subaru de Mestre porque o cheiro dele corresponde ao de Flugel segundo a memória dela. O que Re:Zero ainda precisa explicar é por que essa correspondência existe.

Até essa peça aparecer, “Shaula reconheceu Subaru como Flugel” é fato da perspectiva dela; “Subaru é Flugel” continua sendo hipótese.

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Francine

Sobre o autor

Francine

Não sou a maior fã de anime, mas amo doramas, games e cultura pop no geral. E sim: eu adoro vestir uma camiseta temática e entrar na vibe de vez em quando.

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