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Culling Game em duas partes: por que Jujutsu Kaisen dividiu o arco?

O Culling Game foi dividido oficialmente entre a 3ª e a 4ª temporadas de Jujutsu Kaisen. O ponto de corte em Sendai separa duas fases do arco, embora a produção não tenha divulgado uma causa única para a decisão.

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Yuji Itadori no PV oficial de Culling Game Part 1 de Jujutsu Kaisen

Resposta rápida

A resposta curta é menos misteriosa do que parece: Jujutsu Kaisen dividiu oficialmente o Culling Game entre a 3ª e a 4ª temporadas, mas a produção não divulgou uma justificativa única para essa decisão. O que dá para analisar com segurança é a forma escolhida para adaptar o arco. A Parte 1 ocupa 12 episódios, atravessa vários núcleos diferentes e termina no bloco da Colônia de Sendai; a Parte 2 começa a partir de uma nova onda de conflitos que o próprio material promocional já trata como uma escalada.

Aviso de spoilers: o texto comenta o ponto em que a 3ª temporada termina e cita personagens e confrontos já mostrados oficialmente no teaser da 4ª temporada. Não detalhamos os desfechos dessas lutas no mangá.

Isso importa porque “foi dividido por causa de produção”, “para dar mais tempo à MAPPA” ou “porque o arco é grande demais” são explicações plausíveis, mas não foram apresentadas oficialmente dessa forma. A estrutura do anime permite entender por que o corte funciona. Ela não permite transformar uma hipótese de bastidor em fato.

O que a produção confirmou sobre as duas partes

A 3ª temporada foi lançada como Culling Game Part 1. O cronograma oficial organizou os episódios 48 a 59 entre janeiro e março de 2026, com o episódio 59 funcionando como o 12º e último capítulo da temporada. Esse encerramento recebeu duração ampliada e foi dedicado à Colônia de Sendai, colocando Yuta Okkotsu no centro do confronto.

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Depois do fim dessa fase, a continuação foi anunciada como a 4ª temporada, Culling Game Part 2. Em junho, o site oficial divulgou um teaser com Hakari e Kashimo, Maki, Choso, Yuki Tsukumo, Kenjaku, Yuji e Megumi. A própria nomenclatura deixa claro que a história não mudou de arco: o Culling Game continua, só que em outra temporada.

Yuji Itadori no teaser oficial do início de Culling Game Part 1

Essa diferença de numeração é relevante. Não estamos diante de duas sagas que receberam nomes parecidos por conveniência. É o mesmo grande conflito dividido em duas unidades de produção e exibição.

A Parte 1 já precisava acomodar muitos blocos diferentes

O Culling Game não começa simplesmente colocando Yuji e Megumi dentro de uma colônia. Antes de chegar às batalhas que definem a imagem popular do arco, o anime precisa reorganizar o mundo depois de Shibuya. Yuta retorna em uma posição hostil a Yuji, a situação de Gojo continua determinando os movimentos dos feiticeiros, Tengen explica as regras e os objetivos envolvidos, e o grupo precisa preparar sua entrada no jogo.

A temporada ainda passa pelas consequências internas do clã Zenin e pela busca de aliados como Kinji Hakari e Kirara Hoshi. Só depois disso o Culling Game vira uma disputa distribuída por colônias, cada uma com participantes, regras improvisadas e conflitos próprios.

Na Colônia nº 1 de Tóquio, Yuji e Megumi já seguem trajetórias diferentes. Higuruma não cumpre a mesma função narrativa de Reggie; os combates têm objetivos próprios e acrescentam regras ao jogo. Quando Yuta assume o foco em Sendai, a temporada troca de protagonista ativo mais uma vez e apresenta um equilíbrio de forças completamente diferente.

Material oficial de divulgação de Jujutsu Kaisen Culling Game Part 1

Por isso, contar apenas “quantos capítulos do mangá cabem em 12 episódios” deixa uma parte importante de fora. A densidade vem também da quantidade de núcleos, regras, personagens e mudanças de perspectiva que precisam funcionar dentro do mesmo cour. A Parte 1 já tem começo, reorganização, recrutamento, entrada no jogo e vários confrontos com clímax próprios.

Por que Sendai funciona tão bem como ponto de corte

O último episódio da 3ª temporada recebe justamente o título de “Colônia de Sendai”. Yuta chega a um cenário em que diferentes forças já estão se equilibrando, e a história concentra a atenção nele, em Ryu Ishigori, Takako Uro, Kurourushi e nos demais envolvidos naquele impasse.

Dramaticamente, Sendai funciona como uma parada mais limpa do que encerrar a temporada no meio de uma luta de Yuji ou Megumi. É um bloco relativamente autônomo dentro do arco maior: muda o personagem acompanhado, estabelece um novo conjunto de adversários e entrega um confronto que pode sustentar o fechamento de temporada sem sugerir que o Culling Game acabou.

Yuta Okkotsu no material oficial da Colônia de Sendai

Aqui está a distinção mais importante do artigo: o ponto de corte é oficial; dizer que Sendai foi escolhido especificamente “porque era o melhor ponto narrativo” é uma leitura da estrutura. Ainda assim, é uma leitura bem sustentada pelo resultado. O anime pausa depois de um bloco com identidade própria e evita interromper um dos confrontos que a Parte 2 já começou a promover.

A Parte 2 começa quando o arco volta a acelerar

O primeiro teaser de Culling Game Part 2 ajuda a enxergar a mudança de fase sem depender de spoiler de scan ou vazamento. A produção escolheu destacar Hakari contra Kashimo, Maki em combate, Choso e Yuki diante de Kenjaku, além de momentos de Yuji e Megumi. Não é apenas “mais uma colônia” continuando no episódio seguinte.

O conjunto aponta para uma etapa em que conflitos plantados anteriormente começam a se cruzar com forças maiores do universo de Jujutsu Kaisen. Hakari, por exemplo, foi recrutado e apresentado na Parte 1; a continuação pode finalmente colocar seu potencial no centro de um confronto. Maki chega carregando as consequências de tudo o que aconteceu com o clã Zenin. Choso e Yuki ocupam outro eixo da história, ligado diretamente à ameaça representada por Kenjaku.

Personagens de Jujutsu Kaisen reunidos na arte oficial de Culling Game Part 1

Essa progressão faz a divisão parecer menos um corte arbitrário no meio de uma história e mais uma troca de marcha. A primeira temporada do Culling Game constrói o tabuleiro e resolve vários confrontos locais; a segunda recebe personagens e ameaças que ampliam o alcance do conflito. Isso não prova a razão empresarial da divisão, mas explica por que ela pode funcionar para o espectador.

A troca de diretor reforça a ideia de uma nova fase, mas não explica o corte

Há ainda uma mudança concreta nos bastidores. Takeshi Sato assume a direção da 4ª temporada. Ele não chega como alguém completamente externo: trabalhou na Parte 1 com direção de episódios e como diretor assistente, antes de passar ao comando de Culling Game Part 2.

Takeshi Sato apresentado como diretor de Jujutsu Kaisen Culling Game Part 2

É tentador ligar as duas informações e concluir que “a temporada foi dividida para trocar de diretor”, mas não há base pública para afirmar isso. O que a mudança mostra é outra coisa: a Parte 2 é tratada como uma nova etapa de produção, embora mantenha continuidade com a equipe que já vinha trabalhando no material.

Isso também ajuda a entender por que a nomenclatura escolhida foi 3ª e 4ª temporadas, em vez de apenas “cour 1” e “cour 2” de uma mesma temporada. Existe uma separação formal no projeto. A causa dessa escolha, porém, não foi detalhada pela produção em uma explicação única.

Por que não adaptar tudo como uma temporada longa?

Em teoria, seria possível imaginar o Culling Game em uma temporada longa, já que Jujutsu Kaisen já trabalhou com blocos extensos no passado. Mas o arco tem uma estrutura particularmente fragmentada: ele alterna colônias, protagonistas temporários, regras novas e duelos que funcionam quase como pequenas histórias dentro do conflito principal.

Uma temporada contínua teria de administrar todas essas mudanças sem um intervalo formal. Ao separar o anime depois de Sendai, a produção cria duas portas de entrada mais claras: a Parte 1 leva os personagens do pós-Shibuya até a consolidação do jogo; a Parte 2 pega esse sistema já estabelecido e pode avançar imediatamente para confrontos mais pesados.

Há também um benefício simples para a adaptação: cada etapa pode ter campanha promocional, identidade visual e planejamento próprios sem fingir que o arco terminou no episódio 59. O título “Part 1” já avisa ao público que Sendai é uma pausa, não uma conclusão.

Nada disso exige inventar crise de cronograma, atraso interno ou problema de produção. Sem uma declaração da MAPPA ou do comitê confirmando esses motivos, atribuir a divisão a uma dificuldade específica seria transformar especulação em bastidor.

O que ainda falta saber sobre Culling Game Part 2

A 4ª temporada está oficialmente em produção e já possui teaser, elenco de personagens em destaque e diretor confirmado. Ainda não há, porém, uma data de estreia oficial divulgada no site da série. Isso significa que qualquer calendário específico que circule antes de um novo anúncio deve ser tratado com cautela.

A divisão do Culling Game já é clara. O motivo administrativo exato por trás dela, não. O que o próprio anime demonstra é que o corte em Sendai separa duas fases com ritmos diferentes e dá à continuação espaço para começar diretamente na escalada seguinte.

No fim, essa é uma explicação mais interessante do que uma resposta inventada sobre “a MAPPA precisar de tempo”. A Parte 1 não termina porque o Culling Game chegou ao fim; ela termina quando um conjunto de movimentos fecha e o arco está pronto para mudar de escala. Se a Parte 2 aproveitar essa transição sem perder o fio entre tantas colônias e personagens, a divisão pode parecer menos uma interrupção e mais parte da arquitetura da adaptação.

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Francine

Sobre o autor

Francine

Não sou a maior fã de anime, mas amo doramas, games e cultura pop no geral. E sim: eu adoro vestir uma camiseta temática e entrar na vibe de vez em quando.

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